Poderes Famintos

 


No mundo cinza — esse campo de batalha onde até o eco havia perdido a voz —, as Cores não lutavam por beleza, mas por sobrevivência. 

Cada tom era um poder faminto: o Vermelho devorava pulsos, o Azul engolia silêncios, o Amarelo roía esperanças. Não queriam pintar o mundo; queriam comê-lo. 

E o Cinza, velho e vasto, assistia como um deus cansado: sabia que, quando a última Cor se saciasse, não restaria tela — apenas fome sem nome sobre ruínas transparentes. 

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