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O ato de escrever como ferida no real

O ato de escrever como ferida no real — edii Camara Texto para podcast O ato de escrever como ferida no real no estilo de edii Camara Antes de começar — e já começo ao dizer isso — preciso admitir que este texto não sabe exatamente o que é. Ele suspeita que seja um ensaio. Mas também suspeita que seja uma pergunta disfarçada de resposta, ou uma resposta que nunca teve coragem de ser pergunta. Platão expulsou os poetas da cidade ideal. Você já parou pra pensar no que isso significa? Não expulsou os assassinos. Não expulsou os mentirosos. Expulsou quem faz perguntas com imagens. Quem escreve ficção especulativa antes que esse nome existisse. Porque Platão sabia — e isso me assusta mais do que qualquer coisa — que a ficção interfere. Que uma história bem contada é mais perigosa que um argumento bem construído. O argumento você pode refutar. A história você carrega no corpo. E Borges? Borges criava labirintos onde os arquétipos ainda nã...

O Nome

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  Resumo O texto explora a transmutação da identidade por meio da perda do nome original, sugerindo que esse desaparecimento não é um esquecimento, mas uma evolução ontológica. Ao deixar de ser um rótulo fixo, o nome se dissolve no mundo e se transforma em uma presença fluida que não mais identifica, mas reverbera como uma onda. A transição do nome próprio para o termo "Amar" - livro inspirador do artigo - simboliza essa mudança, onde o ser deixa de ser uma substância estática para tornar-se um evento de propagação. Essa metafísica da fluidez propõe que a ausência de um centro rígido liberta o indivíduo para uma existência mais vasta e irradiante. Assim, a perda da assinatura primordial é celebrada como a libertação do ser, que passa a habitar o intervalo entre as coisas em vez de se limitar a uma definição linguística. ———  ——— Artigo- ensaio inspirado no livro Anmar . | Áudio | Há nomes que não pertencem à linguagem, mas ao regime secreto das emanações. Eles não designam —...

Sprint

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Há revistas que não foram feitas para durar no tempo — foram feitas para tensioná-lo. A Revista Sprint era uma dessas. Não buscava o ruído das bancas, nem o brilho efêmero da manchete esportiva. Era, antes, uma espécie de caderno de campanha do corpo — um território onde músculos, ideias e método marchavam sob o mesmo comando invisível: o da disciplina que pensa. Escrever sobre ela, agora, é como limpar uma arma antiga: não para usá-la, mas para compreender o gesto de quem a empunhou. Lembro-me — ou invento com precisão — de um tempo em que o corpo não era apenas biológico, mas doutrinário. Havia algo de litúrgico na forma como se falava de flexibilidade, de periodização, de resistência. Não eram apenas conceitos: eram estratégias de permanência no mundo. E entre aqueles que escreviam — não, que inscreviam — esse mundo no papel, estava o professor Estélio Henrique Martin Dantas . Mas aqui, permita-me uma inflexão: não falo do acadêmico consagrado, do autor citado, do currículo que se ...

O corpo que ouve a selva

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  Às vezes o silêncio não é ausência. É a forma mais densa de linguagem. No episódio "O Corpo que Ouve a Selva" exploro o que acontece quando uma unidade militar encontra, no coração da mata, algo que não cabe em protocolos, mapas térmicos ou relatórios: um corpo que não apenas existe… mas escuta e é lido pela própria selva. Um conto-ensaio em camadas — som, carne, pensamento — que pergunta: E se não fôssemos nós que chegamos ao mistério… e sim o mistério que nos absorveu? Ouvir além dos ouvidos. Ler além da pele. Talvez seja disso que o mundo realmente precisa agora. 🎧 Escute o episódio completo no 🔗   Ensaio inspirado em fragmento do livro Xã do autor Edmar Câmara. Na Google Play livros.

Observador

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  Novo Episódio: Podcast " Observador " no Spotify!🔍 Mergulhe nas reflexões profundas do podcast Observador. Neste episódio, observamos o mundo com olhares afiados e perspectivas únicas sobre temas que importam.Ouça agora mesmo: 🎙️ Compartilhe suas impressões nos comentários!  Qual tema você gostaria de ouvir no próximo episódio?

Performance da sombra

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Ajudemo-nos a dissecar a anatomia do discurso e a vacuidade do poder sob as luzes da celebração neste episódio .