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Mostrando postagens de março, 2026

O Nome

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  Resumo O texto explora a transmutação da identidade por meio da perda do nome original, sugerindo que esse desaparecimento não é um esquecimento, mas uma evolução ontológica. Ao deixar de ser um rótulo fixo, o nome se dissolve no mundo e se transforma em uma presença fluida que não mais identifica, mas reverbera como uma onda. A transição do nome próprio para o termo "Amar" - livro inspirador do artigo - simboliza essa mudança, onde o ser deixa de ser uma substância estática para tornar-se um evento de propagação. Essa metafísica da fluidez propõe que a ausência de um centro rígido liberta o indivíduo para uma existência mais vasta e irradiante. Assim, a perda da assinatura primordial é celebrada como a libertação do ser, que passa a habitar o intervalo entre as coisas em vez de se limitar a uma definição linguística. ———  ——— Artigo- ensaio inspirado no livro Anmar . | Áudio | Há nomes que não pertencem à linguagem, mas ao regime secreto das emanações. Eles não designam —...

Sprint

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Há revistas que não foram feitas para durar no tempo — foram feitas para tensioná-lo. A Revista Sprint era uma dessas. Não buscava o ruído das bancas, nem o brilho efêmero da manchete esportiva. Era, antes, uma espécie de caderno de campanha do corpo — um território onde músculos, ideias e método marchavam sob o mesmo comando invisível: o da disciplina que pensa. Escrever sobre ela, agora, é como limpar uma arma antiga: não para usá-la, mas para compreender o gesto de quem a empunhou. Lembro-me — ou invento com precisão — de um tempo em que o corpo não era apenas biológico, mas doutrinário. Havia algo de litúrgico na forma como se falava de flexibilidade, de periodização, de resistência. Não eram apenas conceitos: eram estratégias de permanência no mundo. E entre aqueles que escreviam — não, que inscreviam — esse mundo no papel, estava o professor Estélio Henrique Martin Dantas . Mas aqui, permita-me uma inflexão: não falo do acadêmico consagrado, do autor citado, do currículo que se ...

O corpo que ouve a selva

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  Às vezes o silêncio não é ausência. É a forma mais densa de linguagem. No episódio "O Corpo que Ouve a Selva" exploro o que acontece quando uma unidade militar encontra, no coração da mata, algo que não cabe em protocolos, mapas térmicos ou relatórios: um corpo que não apenas existe… mas escuta e é lido pela própria selva. Um conto-ensaio em camadas — som, carne, pensamento — que pergunta: E se não fôssemos nós que chegamos ao mistério… e sim o mistério que nos absorveu? Ouvir além dos ouvidos. Ler além da pele. Talvez seja disso que o mundo realmente precisa agora. 🎧 Escute o episódio completo no 🔗   Ensaio inspirado em fragmento do livro Xã do autor Edmar Câmara. Na Google Play livros.

Observador

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  Novo Episódio: Podcast " Observador " no Spotify!🔍 Mergulhe nas reflexões profundas do podcast Observador. Neste episódio, observamos o mundo com olhares afiados e perspectivas únicas sobre temas que importam.Ouça agora mesmo: 🎙️ Compartilhe suas impressões nos comentários!  Qual tema você gostaria de ouvir no próximo episódio?

Performance da sombra

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Ajudemo-nos a dissecar a anatomia do discurso e a vacuidade do poder sob as luzes da celebração neste episódio .

Envelhecer com Freud

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  Envelhecer como quem aprende a habitar o próprio silêncio. Um ensaio metapoético em diálogo com Freud. Se Sigmund Freud estivesse sentado à mesa de um café silencioso — daqueles onde o tempo parece beber devagar — talvez dissesse que a velhice não é exatamente uma fase da vida. É uma revelação. Não uma revelação súbita, como um trovão no céu da consciência, mas algo mais sutil: uma espécie de luz oblíqua que começa a atravessar as paredes daquilo que acreditávamos ser nosso papel no mundo. Durante grande parte da vida somos ocupados demais para perceber isso. Vivemos como se fôssemos necessários ao funcionamento secreto do universo. Os filhos precisam de nós. O trabalho precisa de nós. A família precisa de nós. As urgências cotidianas parecem confirmar, a cada dia, que somos uma peça central na engrenagem invisível da realidade. Mas o tempo — esse arquiteto paciente — começa a reposicionar cada coisa. Os filhos crescem. Os papéis mudam. As urgências desaparecem ou passam para out...

12 camadas

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  Uma sinfonia da existência, tocada em tons trêmulos A vida humana não é uma melodia simples, linear, executada com mão firme sobre um instrumento afinado. É uma sinfonia vasta, composta em doze movimentos que se revelam aos poucos, cada um exigindo do intérprete uma entrega mais profunda, mais arriscada. Os tons são trêmulos porque a partitura chega sem aviso prévio e porque o medo de errar nunca desaparece por completo. Essa é a essência da teoria das 12 camadas da personalidade: não um mapa de etapas felizes, mas um conjunto de exigências objetivas que pesam sobre toda existência, independentemente de querermos ou não ouvi-las. Desde o primeiro choro até o último suspiro, a realidade impõe essas camadas como notas que não podem ser saltadas. Elas não surgem todas de uma vez, como um acorde brutal. Vêm gradualmente, no ritmo próprio da existência: a criança descobre a primeira camada ao sentir que o mundo não gira em torno de seu desejo; o adolescente, a segunda, quando o corpo ...